A bunda e a minissaia decidiram desquitar. "Amigavelmente",
diziam as manchetes dos jornais, mas a verdade é que havia muita mágoa e
ressentimento. A minissaia acusava a bunda de ser exibida; a bunda
acusava a minissaia de ser indecisa.
Tudo
começou quando a bunda, influenciada pela literatura de autoajuda (com
seus mimimis de que o sucesso vem do poder de decisão etc. etc. etc.),
começou a pressionar a minissaia:
"Ou me mostra ou me esconde! Decide!", ao que a minissaia respondia:
"Ou me mostra ou me esconde! Decide!", ao que a minissaia respondia:
"Por que eu não posso mostrar e esconder? É o meu jeito de ser!"
E
como em toda discussão, voltavam à estaca zero, com a bunda vociferando
que a minissaia era uma ambígua e a minissaia dizendo que a bunda não
podia ser assim tão dicotômica.
No dia da audiência, a
bunda nem quis ouvir falar de acordo. Ao juíz então restou indagar como
ficaria a partilha de bens. Visivelmente abatida, a minissaia alegou
que ainda não havia pensando em nada. Mas a bunda tomou o microfone e
disse:
- Ela pode ficar com todo o resto, mas o carnaval de tevê é meu.
Nascia ali uma bunda tão firme quanto desapegada.
3 comentários:
ma-ra-vi-lho-so. e com as silabas separadas q deve ficar maior pq ocupa mais espaço.
Meu amigo... quem é que te inventou? Sim, porque só pode ser invenção... das boas! Será que as suas palavras tem essa capacidade?
Abração.
KKKKK, se fosse só no carnaval... Cada ano aumenta a quantidade de bunda na tv. Mulher melância, melão, pera, morando, tangirina, jaca, caja, inga... Samambáia... Essas coisas se tornaram a MULHER MATINHO: uma verdadeira PRAGA.
Mas não há como discordar, texto, fabuloso como sempre. ^^
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